Entenda a importância da autoestima

O conceito de autoestima está relacionado ao ato de gostar de si mesmo, de maneira realista, aceitando suas qualidades, defeitos, facilidades e limitações ao longo da vida, desenvolvendo desde criança a capacidade de fazer juízos negativos e positivos sobre a própria personalidade, o físico e as habilidades. É fundamental para o ser humano se relacionar bem com as pessoas, com a equipe de trabalho, famílias e amigos.

É normal que a autoestima varie de um dia ao outro, podendo interferir em diversos aspectos, porém tornando-se um problema constante prejudica os relacionamentos interpessoais e a carreira, podendo prejudicar a qualidade de vida. “A baixa autoestima pode gerar um quadro de depressão, na medida em que a pessoa não gosta de si mesma, se desvaloriza ou isola do convívio social, pode evoluir para um quadro patológico”, explica a psicóloga clínica, Daniela Beraha. 

A parte boa dessa história é que a autoestima pode ser estimulada, tendo que reverter padrões comportamentais adotados até então. Comemorar cada conquista, conhecer suas qualidades e forças e praticar exercícios físicos são formas de aumentar o amor próprio. “Na terapia, trabalhamos a autoestima de um paciente fazendo-o enxergar seus pontos positivos, desfocando de seus aspectos negativos e desenvolvendo o pensamento positivo, podendo esperar mais de si próprio”, afirma Daniela.

A psicóloga clínica ressalta também a importância da autoestima no caso de pacientes com quadros crônicos, durante todo o processo do tratamento, desde o diagnóstico. A aceitação, o autoconhecimento e a avaliação do próprio comportamento e convicções, com valorização pessoal e positividade, descartando tudo aquilo que não traz benefícios e harmonia, é um passo fundamental para garantir a saúde psicológica e ser feliz consigo mesmo.

E a sua autoestima, como está?

Alguns sinais indicam que a sua autoestima anda desfavorecida, confira comportamentos: 

  • Postura retraída, olhar cabisbaixo e evitar o olhar nos olhos de outras pessoas
  • Auto- rotulação negativa;
  • Sentir-se mal e embaraçado com elogios dos outros;
  • Não aceitar ou não reconhecer realizações pessoais e valorizar um aspecto negativo no meio de vários positivos;
  • Ser muito sensível a críticas ou à desaprovação dos outros;
  • Preocupação excessiva da aparência, como se fosse a única forma de agradar aos outros;
  • Evitar atividades onde possa haver o risco de ser julgada.

Colaboração de Daniela Beraha na seção dicas de saúde do site www.sincrohnia.com.br